Fé Pública
A existência de pessoas sem fé é uma expressão da liberdade conferida ao ser humano.
Agora, que estas pessoas queiram impedir os que tem fé de se pronunciarem publicamente, sob o pretexto de laicidade do Estado, a despeito desta laicidade ser uma herança civilizacional da nossa "comunidade de fé"... Bem, isso é, no mínimo, uma amostra de pouquíssimo conhecimento histórico -- daquele restrito à leitura de uns poucos autores materialistas que acham que a fé não deve ter espaço no debate público.
Pois saiba que, se hoje você pode confessar publicamente a sua fé ou falta dela sem o risco de ser preso ou morto por isso, deve agradecer aos cristãos. E, por mais irônico que parece, o grupo que mais sofre pela falta dessa mesma liberdade ao redor do mundo é justamente os pertencentes à fé que fomentou a liberdade de expressão e profissão religiosa no Ocidente.
Será que sabem ainda que o Estado laico não é ausência de interferência religiosa na República, mas ausência de interferência estatal na Religião, justamente por este não ter uma religião oficial a impor aos seus cidadãos?
Que tal então falarmos do grande deus moderno "Democracia", aquele regime cuja a representação popular é eleita por maioria de votos.
Agora, que estas pessoas queiram impedir os que tem fé de se pronunciarem publicamente, sob o pretexto de laicidade do Estado, a despeito desta laicidade ser uma herança civilizacional da nossa "comunidade de fé"... Bem, isso é, no mínimo, uma amostra de pouquíssimo conhecimento histórico -- daquele restrito à leitura de uns poucos autores materialistas que acham que a fé não deve ter espaço no debate público.
Pois saiba que, se hoje você pode confessar publicamente a sua fé ou falta dela sem o risco de ser preso ou morto por isso, deve agradecer aos cristãos. E, por mais irônico que parece, o grupo que mais sofre pela falta dessa mesma liberdade ao redor do mundo é justamente os pertencentes à fé que fomentou a liberdade de expressão e profissão religiosa no Ocidente.
Querem determinar quem pode ou não pode participar do debate público, mas será que o "vasto" repertório acadêmico dos fanáticos materialistas já lhes proporcionou o conhecimento de história da religião sobre o próprio país, ao ponto de saberem que até meados do século XIX havia por aqui uma religião oficial, estatal, que era o catolicismo romano? E que protestantes e pessoas de outras religiões eram perseguidas pela sua fé ou pela falta dela? E que foi por pressão dos protestantes que o Estado brasileiro deixou de ter uma religião oficial, tornando-se assim laico?
Será que sabem ainda que o Estado laico não é ausência de interferência religiosa na República, mas ausência de interferência estatal na Religião, justamente por este não ter uma religião oficial a impor aos seus cidadãos?
Que tal então falarmos do grande deus moderno "Democracia", aquele regime cuja a representação popular é eleita por maioria de votos.
Seria muito fanatismo que num país com mais 80% de cristãos houvesse mais de 80% de representantes cristãos no parlamento? Ou o adequado na visão de Estado laico e democrático é que o parlamento seja 100% materialista representando uma população 80% cristã? Você consegue perceber a incoerência democrática neste último quadro? Pois, se o político eleito não deve representar o seu eleitorado mas representar uma abstração materialista qualquer permitida pela meia dúzia de malucos lidos nas Universidades de humanas do nosso país, a Democracia já não seria mais uma expressão popular de governo, e sim uma representação do materialismo-dialético imposto pela Academia como única "verdade" permitida publicamente.
Será mesmo que o Estado laico democrático que estes propõem é aquele onde as abstrações teóricas de uma minoria materialista prevaleça institucionalmente sobre uma população majoritariamente cristã, forçando que as expressões mais preciosas de um povo, sua fé e cultura, sejam impedidas de ter expressão e representação pública, institucional e governamental, sendo relegada apenas a esfera da vida privada?
Se for isso, meu caro leitor, e se for você um defensor da completa ausência de expressão religiosa no espaço público, me desculpe, mas você não sabe o que quer dizer laicidade nem democracia, ainda que arrote essas palavras sem o menor lastro ontológico, etimológico, e até histórico, para respaldar sua narrativa ressentida.
Será mesmo que o Estado laico democrático que estes propõem é aquele onde as abstrações teóricas de uma minoria materialista prevaleça institucionalmente sobre uma população majoritariamente cristã, forçando que as expressões mais preciosas de um povo, sua fé e cultura, sejam impedidas de ter expressão e representação pública, institucional e governamental, sendo relegada apenas a esfera da vida privada?
Se for isso, meu caro leitor, e se for você um defensor da completa ausência de expressão religiosa no espaço público, me desculpe, mas você não sabe o que quer dizer laicidade nem democracia, ainda que arrote essas palavras sem o menor lastro ontológico, etimológico, e até histórico, para respaldar sua narrativa ressentida.

Comentários
Postar um comentário